ARTIGOS


Porto Alegre: preparar os 250 anos

No dia 26 de março deste 2021 ainda estaremos num complexo momento da pandemia. Que nossa comemoração dos nossos 249 seja como der, seja singela. Com o cumprimento de todos os protocolos, pois neste momento estamos na “bandeira preta”.

 

Sou daqueles que acredito muito em tratar de nossas Efemérides, utilizando-se de datas cheias, de aniversários para lembrar, resgatar e debater. Por isso, bato na tecla que trazer tudo o que for possível à tona para lembrar 250 anos de formação  de Porto Alegre. Lembrar que o ano é 1772, como ensinou o mestre Francisco Riopardense de Macedo, não foi em 1740 como forçou a barra o Walter Spalding, que o Loureira da Silva aproveitou para fazer proselitismo.

 

Saber que em 2021 faz 100 anos que a parte do Cais Mauá, do Portal de Entrada, por sinal, tombado, até a altura da Marechal Floriano,  foi entregue à cidade.

 

Nós que fomos uma cidade que já mostrou seu papel na Educação tem que viver, vivenciar os ensinamentos de Paulo Freire, neste ano de seu centenário de nascimento.

 

Há 150 anos era criada a Biblioteca Pública do RS – Lei Provincial nº 724, de 14 de abril de 1871.

 

Bom momento para lembrar alguns de seus diretores como Reinaldo Moura, Augusto Meyer, Arthur Ferreira Filho, Mozart Pereira Soares, Jayme Caetano Braun, Laury Maciel e Manuelito de Ornelas.

 

Hoje ela é dirigida pela eficiente Morganah Marcon.

 

Mesmo que o seu prédio tenha iniciado em 1912, foi entregue em 1922, portanto com o aniversário da capital devemos lembrar a sua entrega para a cidade, com seu centenário.

 

Quis que no ano de seus 250 anos, a capital pode lembrar os 100 anos da Semana de Arte Moderna, os 60 anos da morte de Pagu, Patrícia Galvão.

 

Devemos ser a capital campeã de ruas sem nomes, já estamos tratando disto com a Mesa Diretora da Câmara para dar de presente a nominação de ruas, para que as pessoas possam dizer que moram numa rua com nome.

 

Nosso desejo é que a cidade faça das comemorações dos seus 250 anos eventos e atos que resgarem sua tradição, a luta de seu povo, a cultura.

 

Vou sugerir que já neste setembro seja o mês da Gastronomia, juntando dias da comida local com os sabores do Brasil.

 

Vou sugerir a reedição de livros de nossos antigos cronistas, de Coruja, passando por Archimedes Fortini, chagando ao Leandro Teles.

 

Estamos nesta peleia.

 

 

Adeli Sell, professor, escritor e Bacharel em Direito